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| Jovens nordestinas apresentam risco elevado de adquirir toxoplasmose |
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Os autores contam no artigo que avaliaram a soroprevalência de IgG e IgM contra Toxoplasma gondii. O T. gondii é o protozoário causador da toxoplasmose e a ingestão de água e/ou alimentos contaminados com os cistos desse protozoário leva ao desenvolvimento da doença. Vale lembrar que embora a doença não seja transmitida pelo contato direto com outro homem infectado ela pode ser transmitida de forma congênita, ou seja, da mãe para o feto. O diagnóstico da toxoplasmose é feito através de exames de sangue laboratoriais nos quais se investiga a presença das imunoglobulinas IgG e IgM contra T. gondii. As imunoglobulinas são anticorpos produzidos pelo organismo quando em contato com o agente infeccioso. No estudo em questão, os pesquisadores identificaram que 68,6% das participantes apresentavam IgG contra T. gondii e 0,5% IgM contra T. gondii. Eles afirmam no texto que "soroprevalência de IgG foi alta em mulheres com menos de 25 anos de idade (91,7%) e em mulheres de baixa renda". Segundo Oliver e colegas, análises estatísticas mostraram que o consumo de gelo caseiro, legumes lavados com água não tratada, consumo de carne de frango e posse de cão foram fatores associados positivamente com a soropositividade para IgG. "As mulheres jovens que vivem no Nordeste do Brasil em más condições socioeconômicas estão em maior risco para adquirir a infecção pelo T. gondii. Contaminação da água e do solo por oocistos deve ser abordada nas estratégias de prevenção no futuro", consideram os autores. Fonte: Saúde em Movimento / Notisa |
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